terça-feira, 27 de maio de 2008

Gestão Ambiental

● Aspectos ambientais
● Dificuldades para melhoria
● Iniciativas ambientais
● Relação com
órgãos ambientais
● Licenciamento
● Aspectos
econômicos
SÚMULA
AMBIENTAL
SISTEMA FIRJAN / www.firjan.org.br
Nº 132 – fevereiro de 2008 – Ano XII
DIAGNÓSTICO
AMBIENTAL DAS
INDÚSTRIAS DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
EDIÇÃO ESPECIAL
2 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
EXPEDIENTE: Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) - Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ).Av. Graça Aranha, nº 1 - CEP: 20030-002 - Rio de Janeiro /
RJ. Sugestões, informações e assinaturas: (21) 2563-4213 / 4518 - www.firjan.org.br. Presidente: Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira; Presidente do Conselho Empresarial de Meio
Ambiente: Isaac Plachta; Diretor Geral do Sistema FIRJAN:Augusto Cesar Franco de Alencar; Diretora de Inovação e Meio Ambiente:Marilene Carvalho; Coordenação Gerência de
Tecnologia e Meio Ambiente: Luís Augusto Azevedo e Carolina Zoccoli. Gerência de Marketing Institucional:Daniela Teixeira e Carlos H. Latini.– SÚMULA AMBIENTAL é uma publicação
do SISTEMA FIRJAN editada pela @tual Comunicação. Editora: Célia Abend MT 16811, Subeditora: Luciana Bezerra dos Santos; Projeto Gráfico: Romildo Castro Gomes; Editoração
Eletrônica: Roma Design, Estagikário:Thiago de Moraes; Produtor gráfico: Milton Peçanha; Impressão: Daugraf
A indústria do Estado do Rio de Janeiro está significativamente
mais consciente do impacto provocado
por suas atividades no meio ambiente, assim
como de seus direitos e deveres. Essa foi a principal
conclusão da quarta edição da Pesquisa Gestão
Ambiental, consolidada em janeiro de 2008.
Realizada pela Diretoria de Inovação e Meio
Ambiente (DIM) e pela Divisão de Pesquisa
(Dpesq) do Sistema FIRJAN, esta pesquisa é uma
ação prevista no Mapa do Desenvolvimento do
Estado do Rio de Janeiro (lançado em agosto de
2006 pela Federação das Indústrias), como um instrumento
de incentivo à prática da responsabilidade
social e ambiental.
Os dados do levantamento feito junto ao setor
industrial formam uma importante base para o planejamento
de ações ambientais no estado, além de
ser um termômetro das atividades, das iniciativas e
dos entraves que permeiam o dia-a-dia das empresas
e das instituições ambientais fluminenses.
Como será observado nas próximas páginas, as
empresas consultadas foram capazes de identificar
com mais clareza os aspectos ambientais relacionados
a suas atividades. Apontaram também o que
impede ou dificulta a implantação de ações de
melhoria ambiental e demonstraram, de forma
geral, estar mais bem informadas sobre os temas
abordados.
Metodologia
De maneira geral, as respostas às questões apresentadas
variaram de acordo com o porte da empresa,
mas essa variação não é significativa entre empresas
de diferentes regiões do estado. Como pequenas,
médias e grandes empresas apresentam diferentes
comportamentos, a amostra foi assim definida:
Das 353 empresas consultadas, 111 (31,4%)
estão localizadas no município do Rio de Janeiro. A
segunda região com maior número de empresas é a
Baixada II, abrangendo Duque de Caxias, Belford
Roxo, São João de Meriti e Magé (19,8%), seguida
da Baixada I, que inclui Mangaratiba, Itaguaí,
Seropédica, Nova Iguaçu e Nilópolis (12,5%), Sul
(10,2%), Leste (7,9%), Norte (7,4%), Serrana
(5,1%), Centro Norte (4%) e Noroeste (1,7%).
PPesquisa
Grande porte
500 ou mais empregados
Médio porte
100 a 499 empregados
Pequeno porte
10 a 99 empregados
Total
62 empresas
113 empresas
178 empresas
353 empresas
17,6%
32%
50,4%
100%

Foto: Liquidlibrary
Gestão Ambiental 2007:
Indústria fluminense
mais consciente
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 3
Como nas pesquisas de 2005 e 2006, todas as
empresas consultadas souberam apontar os principais
aspectos ambientais relacionados às suas atividades.
“Resíduos sólidos não perigosos” mantevese
como o principal, citado por 82,4% do total da
amostra. O segundo mais apontado também foi o
mesmo de 2006: “uso intenso de energia elétrica
ou combustível (68,3%)”. O número de empresas
que afirmou não haver questões ambientais relacionadas
a sua atividade caiu de 3,6% para apenas
1,4%. Todas as demais opções tiveram maior
número de respostas, mostrando que o empresário
está mais consciente dos potenciais impactos causados
por sua produção.
Pela amostra, as grandes empresas reconhecem
mais aspectos em sua atividade do que as médias e
pequenas. Ainda assim, apenas 2,2% das pequenas
empresas afirmaram não existirem questões ambientais,
percentual significativamente menor do que os
verificados em 2006 (5,4%) e em 2005 (5,9%).
Aspectos ambientais
{
PRINCIPAIS ASPECTOS AMBIENTAIS
AMOSTRA TOTAL
Resíduos sólidos
não perigosos
Uso intenso de
energia
Vibrações e ruídos
Efluentes
Uso intenso de água
Emissões
atmosféricas
Resíduos sólidos
perigosos
Odor
Não existem
questões ambientais
82,4%
68,9%
{ 68,3%
59,3%
{ 64%
45,4%
{ 58,1%
50,8%
{ 42,5%
30,6%
{ 39,7%
26,8%
{ 32,9%
14,5%
{ 26,1%
12,8%
{ 2007
2006
{ 1,4%
3,6%
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
PRINCIPAIS ASPECTOS AMBIENTAIS
POR PORTE
Resíduos sólidos
não perigosos
Uso intenso de
energia
Vibrações e ruídos
Efluentes
Uso intenso de água
Emissões
atmosféricas
Resíduos sólidos
perigosos
Odor
Não existem
questões ambientais
95,2%
88,5%
74,2%
{ 82,3%
69%
62,9%
{ 71%
59,3%
64,6%
{ 82,3%
67,3%
43,8%
{ 61,3%
46%
33,7%
{ 59,7%
40,7%
32%
{ 71%
38,9%
15,7%
{ 22,6%
25,7%
27,5%
{ Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
{ 0%
0,9%
2,2%
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
A eficiência energética pode ser adotada
por empresas de qualquer porte, tornando-
se uma forte aliada contra o desperdício
de energia e combustível (segundo
aspecto ambiental apontado pela
indústria fluminense). O Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) tem uma linha de financiamento
de Apoio a Projetos de Eficiência Energética,
o Proesco (http://www.bndes.gov.
br/ambiente), que contempla projetos,
instalações, equipamentos, serviços técnicos
e de controle. Programas de Produção
Mais Limpa (P+L) também são uma boa
solução e o Núcleo de P+L do Sistema FIRJAN
(pmaisl@firjan.org.br) está apto a
implantá-lo em sua empresa.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007 
Dica
4 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
Diferentemente do verificado nas pesquisas anteriores,
em que grande parte das empresas pesquisadas
afirmou nunca ter encontrado dificuldade para
melhoria ambiental, nesta edição essa foi a resposta
de apenas 26,6% das empresas. O percentual é
ainda menor se considerarmos apenas as grandes
empresas (14,5%).
O entrevistador solicitou que fossem citadas as
três principais dificuldades para melhoria ambiental,
de forma espontânea — ou seja, não eram oferecidas
opções de resposta. Da amostra total, apesar
da pulverização das respostas, a principal causa
apontada foi a burocracia dos órgãos responsáveis
(17,3%), diferente de 2006 e 2005, quando a principal
causa foi a falta de recursos financeiros. Pelo
primeiro ano, nenhuma empresa alegou que a questão
ambiental não é importante.
As empresas de grande porte, além da burocracia
(24,2%), apontaram a dificuldade em conseguir
licenciamento e orientação de órgãos públicos
(17,7%). Já para as médias, a burocracia (16,8%) é
uma dificuldade menor que a conscientização
ambiental de pessoal e da sociedade (18,6%) e que
a falta de recursos financeiros (17,7%). Boa parte
das pequenas empresas afirma não haver dificuldades
(35,4%). Das demais, 15,2% apontaram a
burocracia; 13,5%, conseguir licenciamento e orientação;
e 11,8%, a falta de recursos financeiros.
PPesquisa
Dificuldades para
melhoria ambiental

{
PERCENTUAL DE EMPRESAS PARA QUAIS NUNCA HOUVE
DIFICULDADE PARA MELHORIA AMBIENTAL
Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
39,1%
20,4%
14,5%
{ 47,1%
43%
19,5%
{ 41,5%
53,7%
35,4%
{ 2005
2006
2007
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
PRINCIPAIS DIFICULDADES PARA A MELHORIA AMBIENTAL
DAS EMPRESAS- AMOSTRA TOTAL
Burocracia dos órgãos
responsáveis
Conseguir licenciamento e
orientação dos órgãos
Conscientização ambiental de
pessoal e sociedade
Falta de recursos
financeiros
Custo elevado
de equipamentos
Infra-estrutura interna
Morosidade nos processos
Descarte de resíduos
Falta de empresas
credenciadas à Feema
Atender exigências
dos órgãos ambientais
Infra-estrutura externa
Falta de informações técnicas
Regulamento ambiental muda
com freqüência
Custo elevado
da mão-de-obra
Falta de fontes
de financiamento
Outros
Não sabe / não respondeu
17,3%
6%
{ 14,4%
6%
{ 13,6%
6%
{ 13,6%
14,2%
{ 7,9%
6%
{ 4,8%
2,5%
{ 3,7%
12,3%
{ 3,7%
5,5%
{ 2,8%
3%
{ 2,5%
2,5%
{ 2%
4,4%
{ 13,2%
7,4%
{ 1,4%
0,8%
{ 6,8%
8,2%
{ 5,7%
4,1%
{ 6,8%
3,8%
{ 6,2%
0%
{ 2007
2006
0 05 10 15 20
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 5
Quando questionadas sobre as ações na área
ambiental que pretendem adotar nos próximos
dois anos, 38% responderam “manter procedimentos
já adotados”, resultado similar ao obtido em
2006 (44,8%). Em 2005, essa foi a resposta de
apenas 1,3% dos entrevistados. Naquele ano, a resposta
mais citada foi “introduzir Sistemas de
Gestão Ambiental” (31,9%).
O diferencial da pesquisa de 2007 foi a queda no
número de empresas que não pretendem adotar
nenhuma ação. O percentual caiu de 30,8% em
2005 para 20,2% em 2006 e apenas 11% em
2007, em mais um indício de que o meio industrial
está mais consciente.
Entre as grandes empresas, destacam-se as previsões
de implantação da coleta seletiva (32,3%) e de
certificação ambiental (27,4%). Esta última também
foi bastante citada pelas médias empresas
(18,6%), mas a resposta mais recorrente foi a
manutenção de procedimentos já adotados
(41,6%). As pequenas empresas também informaram
que vão manter procedimentos (39,9%), mas
16,9% disseram que não prevêem nenhuma ação
ambiental. Ainda assim, este percentual é significativamente
menor do que nos anos anteriores
(32,5% em 2006 e 37,8% em 2007).
Iniciativas em meio
ambiente
{
AÇÕES QUE AS EMPRESAS PRETENDEM ADOTAR NOS
PRÓXIMOS DOIS ANOS – AMOSTRA TOTAL
Manter procedimentos
Coleta seletiva
Certificação ambiental
Treinar pessoal
Reúso de água
Sistema de Gestão
Ambiental
Comprar equipamentos
de controle
Projetos com
comunidades ou ONGs
Alterar infra-estrutura
Reflorestamento
Gerenciamento
de resíduos
Obter ou renovar
licença ambiental
Outros
Nenhuma ação
Não sabe/
não respondeu
38%
44,8%
{ 17,3%
13,9%
{ 17%
7,1%
{ 13,9%
5,7%
{ 12,5%
9,6%
{ 5,1%
3,6%
{ 4,5%
0,5%
{ 3,7%
5,5%
{ 14%
7%
{ 11%
20,2%
{ 4%
3,6%
{ 9,6%
12%
{ 5,9%
12,6%
{ 8,8%
10,4%
{ 6,2%
2,7%
{ 2007
2006
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50

Dica
O reúso da água foi apontado por 12,5% das empresas
como ação a ser implantada nos próximos anos. Sobre
esse assunto, vale conferir o Manual de Conservação e
Reúso da Água, organizado pelo Sistema FIRJAN e pelo
Sebrae/RJ. A publicação traz as opções de métodos e sistemas
que podem ser utilizados para um melhor aproveitamento
do recurso. O download é gratuito em
www.firjan.org.br.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
6 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
O aumento expressivo de empresas que passaram
a declarar que têm relações com órgãos ambientais
e a diminuição do percentual de empresas que
declararam que não se relacionam com esses organismos
parecem indicar que mais empresas estão
buscando sua adequação e apontam uma postura
pró-ativa do setor industrial.
Quando questionadas sobre suas licenças ambientais,
55,8% da amostra total afirmaram ter licença
em vigor, resultado menor do que o encontrado na
pesquisa de 2006 (65,5%). Diversas circunstâncias
podem explicar essa diminuição. Em primeiro
lugar, aumentou de 72% em 2006 para 79% em
2007 o percentual de empresas que, não tendo
licenças em vigor, estão buscando sua regularização.
Em segundo lugar, a pesquisa mostrou que grande
parte das empresas que não sabiam que precisavam
de licenças ambientais - 23,5% dos entrevistados
fizeram essa declaração em 2006 - compreenderam
a necessidade da licença. Apenas 3,8% das empresas
afirmaram, em 2007, que não precisam de licença
ambiental. Das empresas que solicitaram renovação,
63,8% já o fizeram há mais de um ano. Em
2006, esse percentual foi de 66,7%.
Às empresas que não têm licença ambiental em
vigor, foi pedido que indicassem as principais dificuldades
que têm ou tiveram na relação com os
órgãos ambientais. Dessa amostragem, 47,5% afirmaram
não ter nenhum tipo de dificuldade. A falta
de informações adequadas para o licenciamento
apareceu apenas na quinta colocação, citada por
9,9% dos entrevistados. Em 2006, essa foi a resposta
de 18,2% das empresas consultadas.
Todas as empresas que não têm licença em vigor
e não entraram com pedido de renovação afirmaram
que nunca foram autuadas ou multadas por falta de
licença ambiental.
PPesquisa
Licenciamento
ambiental
 {
RELAÇÕES MANTIDAS ENTRE AS EMPRESAS
E OS ÓRGÃOS AMBIENTAIS – AMOSTRA TOTAL
Licenciamento
ambiental
Fiscalização
ambiental
Acordo entre
as partes
Medidas
compensatórias
Nenhuma
Não sabe/ não
respondeu
79,3%
65%
63,3%
{ 76,8%
57,1%
57,1%
{ 26,6%
12,6%
18,8%
{ 15%
6,8%
8,8%
{ 11%
24,6%
21,2%
{ 0,8%
0,3%
1,1%
{ Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
DIFICULDADES NA RELAÇÃO COM ÓRGÃOS AMBIENTAIS
(EMPRESAS SEM LICENÇA EM VIGOR)
Não há problemas
Demora na análise
de pedidos e ações
Requisitos exagerados
para adequação
Legislação ambiental
complexa/ confusa
Falta de informações
para licenciamento
Falta de preparo
técnico dos órgãos
Fiscalização e contato
com os órgãos
47,5%
36,4%
{ 39,6%
51,5%
{ 20,8%
12,1%
{ 14,9%
9,1%
{ 9,9%
18,2%
{ 8,9%
9,1%
{ 6,9%
6,1%
{ 2007
2006
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Dica
Diversos municípios do estado,inclusive o Rio de Janeiro
e Duque de Caxias,já têm competência para emitir licenças
ambientais para empreendimentos de impacto local. No
dia 16 de janeiro, o governo estadual assinou um acordo
com mais 15 municípios, como Barra Mansa, Macaé, Nova
Friburgo, Teresópolis e Volta Redonda, transferindo esse
tipo de licenciamento para o âmbito municipal. Procure a
Secretaria Municipal do Meio Ambiente para informar-se
sobre os procedimentos, ou acesse www.feema.rj.gov.br.
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 7
Das 353 empresas participantes da pesquisa,
76,2% nunca foram questionadas sobre sua situação
ambiental por clientes, seguradoras ou bancos.
Houve uma queda com relação ao ano anterior, em
que 86,6% das empresas nunca haviam sido questionadas.
A consulta partiu de clientes nacionais
para 11,9% das empresas. Em 2006, esse índice
era de 8,2% – houve um acréscimo de 3,7 pontos
percentuais. Clientes estrangeiros questionaram
8,5% das empresas (mais 3,6 pontos percentuais
do que em 2006) e seguradoras ou bancos, 7,4%
(em 2006, apenas 4,6%). Se considerarmos apenas
as empresas de grande porte, estes três números
são bem mais significativos: 29% foram consultadas
por clientes estrangeiros, 19,4% por nacionais
e 14,5% por seguradoras ou bancos.
Quanto à realização de investimentos nos últimos
12 meses (inicial, manutenção, análises,
monitoramento e operação de equipamentos de
controle ambiental), a pesquisa mostrou que em
2007 mais empresas investiram em meio ambiente
– 84,1% delas, contra 73,2% em 2006. As previsões
feitas na pesquisa de 2006 foram superadas,
já que apenas 65% das empresas planejavam investir.
Até dezembro de 2008, 74,8% pretendem
fazê-lo. A diferença quanto às previsões fica mais
clara entre as empresas de pequeno porte. Na pesquisa
de 2006, 53,7% tinham pretensão de investir
no ano seguinte; nesta pesquisa, esse número
subiu para 67,4%.
Para comprar equipamentos ou implementar
ações ambientais, apenas 5,7% das empresas buscaram
financiamento. As pequenas empresas são as
que menos procuram financiamento (89,9%
sequer tentaram). Apenas 9,7% e 6,2% das grandes
e médias, respectivamente, obtiveram êxito.
Investimentos /
Economia

EMPRESAS QUE INVESTIRAM
EM MEIO AMBIENTE EM 2007
0 20 40 60 80 100
Grandes empresas
Médias empresas
Pequenas empresas
98,4%
92,9%
73,6%
EMPRESAS QUE PRETENDEM INVESTIR
EM MEIO AMBIENTE EM 2008
0 20 40 60 80 100
Grandes empresas
Médias empresas
Pequenas empresas
88,7%
78,8%
67,4%
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
8 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
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www.firjan.org.br
A pesquisa mostrou que, de maneira geral, houve
um ganho no índice de conhecimento das empresas
sobre os temas e instituições ambientais sugeridos
pelo entrevistador. O índice varia de 1 a 4 e a pontuação
foi atribuída da seguinte forma: “não sabe” (1),
“sabe muito pouco” (2), “tem uma idéia” (3) e “está
bem informado” (4). A Fundação Estadual de
Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) obtiveram os índices
mais altos: 59,8% e 51% das empresas, respectivamente,
afirmaram estar bem informadas sobre as atividades
dessas instituições. O tema Licenciamento
Ambiental também obteve boa pontuação (3,22).
Aqueles que envolvem recursos hídricos – Comitês
de Bacia, outorga e Agência Nacional de Águas
(ANA) – permanecem como os mais críticos. Ainda
assim, apresentaram um progresso com relação a
2006: naquele ano, 60,7% dos entrevistados afirmaram
nada saber sobre os Comitês, contra apenas
30,6% em 2007. Outro tema que precisa ser esclarecido
entre as empresas é o Mecanismo de
Desenvolvimento Limpo (MDL), sobre o qual apenas
17,8% das empresas declararam estar informadas.
PPesquisa
Conhecimento de temas ou instituições ambientais

ÍNDICE DE CONHECIMENTO DOS TEMAS – 2007X 2006
Licenciamento
Ambiental
Lei de Crimes
Ambientais
ANA MDL Feema Ibama Outorga p/ uso
da água
Comitê
de Bacia
Dicas
■ Através do Conselho Empresarial de Recursos Hídricos, o
Sistema FIRJAN discute a posição do setor empresarial quanto
aos temas relacionados à água e incentiva o envolvimento das
empresas nessas questões. É direito da empresa participar ou
acompanhar os fóruns de decisão, como os Comitês de Bacia.O
Estado do Rio está dividido em 10 regiões hidrográficas. Para
conhecer a região que corresponde à atividade de sua empresa,
acesse os sites da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas
(www.serla.gov.br) e da Agência Nacional de Águas (ANA)
(www.ana.gov.br). Outras informações com a Assessoria
Institucional da FIRJAN:meioambiente@firjan.org.br.
■ O MDL foi o instrumento definido no Tratado de Quioto
que permite a países como o Brasil a participação no mercado
de créditos de carbono. Ele tem dois objetivos principais:
auxiliar os países do Anexo I (que, pelo Tratado, têm metas
obrigatórias de redução de emissões) a cumprirem seus compromissos
quantificados de redução; e promover um desenvolvimento
mais sustentável nos países não-Anexo I. O
Escritório do Carbono, iniciativa da FIRJAN e da Secretaria de
Estado do Ambiente (SEA), esclarece dúvidas e apóia o
empresário que deseja ingressar no mercado de carbono.
Acesse em www.firjan.org.br ou carbono@firjan.org.br.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
4
3
2
1
0
2006 2007
● ●



● ●


● ●





3,22
2,99 2,91
2,46
2,03
3,44 3,31
2,35 1,80
3,05
2,65
2,46
3,48 3,37
2,72
2,23
● ●

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