Infelizmente não se investe mais em novos profissicionais dentro das empresas, querem deixar que jovens faça cursos profissionalizantes em instituições de ensino caras e renomadas e se esquecem que pedem experiência para contratar, mesmo que tenha os estagios, muitos não conseguem acessar, o que permite que descartem a possibilidade de fazer cursos, porem, tambem tem a problemática do CBO e o termo desvio de função que impede a empresa (na sua boa vontade, não exploração) dar uma nova função e ensino a aqueles que tem como meta crescer dentro da empresa e não tem tempo e recursos(A maioria dos brasileiros negros, pobres, e .....).
Revista ISTO É Dinheiro, 28/5/2008
CAÇA AOS TALENTOS
Consultoria Accenture usa métodos heterodoxos para suprir a carência por mão-de-obra especializada
A CONTRATAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS virou uma espécie de obsessão para Roger Ingold, presidente da subsidiária brasileira da Accenture. No período 2005-2007, ele autorizou a abertura de processos seletivos que resultaram na admissão de 5.179 pessoas para as seis unidades da Accenture no País. Um número que ganha uma dimensão prá lá de expressiva, quando lembramos que o grupo francês Renault-Nissan reúne 4.521 trabalhadores em seu complexo produtivo situado no Paraná. Apesar do ritmo frenético de contratações, a Accenture é uma das grandes vítimas da escassez de mãode- obra que afeta o Brasil. “Dispomos de 700 vagas em aberto e até o final do ano precisaremos incorporar outras 2,7 mil pessoas para dar conta da expansão de nossas atividades e da ampliação no número de clientes”, resigna-se Ingold. A carência de mão-de-obra é mais forte no segmento de Tecnologia da Informação (TI), que surgiu com o advento da Nova Economia. Essa área absorveu 70% dos recém-admitidos pela Accenture. O que acontece com a Accenture também se repete em outras corporações. De acordo com José Pastore, professor da Universidade de São Paulo (USP) e consultor em relações de trabalho, existe um déficit de 150 mil profissionais de TI.
A situação movimentou a Accenture e levou a empresa a lançar mão de meios heterodoxos de recrutamento. Ela paga um prêmio, de até R$ 2 mil, para o funcionário que indicar candidatos aos postos de trabalho. Batizado de Traga Seus Amigos, o programa foi responsável por 20% das admissões no ano fiscal encerrado em 31 de agosto de 2007. A falta de pessoal também provocou uma mudança no ritual de contratação. Até bem pouco tempo, o perfil desejado eram jovens recém-saídos da faculdade ou em fase de conclusão do curso. Hoje, os trainees são apenas 40% dos admitidos. “Temos como tradição desenvolver talentos e dar-lhes a chance de ascender na carreira”, explica Ingold. E não se trata de um mero discurso. Formado em engenharia de produção pela USP, o executivo ingressou como trainee, em 1981, e em 2004 assumiu o cargo atual.
A busca incessante por profissionais qualificados é reflexo direto do excelente momento vivido pela Accenture, cujas receitas somam US$ 19,8 bilhões em nível global. No Brasil, a empresa vive uma de suas melhores fases. Cresceu cerca de 25% em 2007 e a expectativa é avançar na casa dos dois dígitos também neste ano. Boa parte dessa performance deve-se ao modelo de atuação da Accenture. Ela oferece desde o serviço de consultoria clássica, que inclui o diagnóstico do problema e a proposta para solucioná-lo, até mesmo a execução das atividades sugeridas, por meio de terceirização. É aí que entram os especialistas em TI. Cabe a eles desenvolver aplicativos sob medida (softwares) e gerenciar áreas técnicas e serviços, que normalmente não fazem parte do foco dos clientes.
Na avaliação de Ingold, o fenômeno de escassez de mão-de-obra poderá se estender para outras áreas. “Na Índia, de cada dez universitários, sete estão matriculados em cursos técnicos. Por aqui, a relação é praticamente inversa”, lamenta. Segundo ele, uma das formas de resolver a questão é o estímulo, por meio de bolsas de estudo, por exemplo, para que um número maior de jovens optem por áreas nas quais a demanda é maior. “Conversei recentemente com o ministro Fernando Haddad (da Educação) e ele se mostrou sensível a esse tema”, diz Ingold. (RGF)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Projeto
PROJETO
INCLUSÃO AO ADOLESCENTE
AUTOR: Edna Lucia Constantino da conceição
COLABORADORES: Jovens, adolescentes, responsáveis legais e eventuais, pessoas ligadas a atividades sociais, educacionais, culturais e econômicas ou situações que resultem em necessidade de intervenções.
Artigos retirados da mídia que sempre identificados respeitando o direito a anonimato e resposta.
FORMA DE ATUAÇÃO: BLOG (questionadora.blogspot), ORKT(Edna Lucia Constantino) E IMAIL(ednalucia2005@yahoo.com.br, edna.questiona@gmail.com), participando de eventos, expondo textos com questionamento de situações de;
-Exclusão, omissão e negligência cometidas por entidades ou instituições publicas e privadas que se colocam na posição de proteção a direitos.
-Informativos de fatos que promovam a inclusão do adolescente de forma geral.
DO FATO: Adolescentes que estão expostos a;
-Empreendedores sociais com visão de ou lucros ou vantagens na área social, tem como marketing ser o que mudou a área, e mesmo com dificuldade de atender a todos, restringe o aparecimento ou entrada de outros na área de atuação o que prejudicam o atendimento direcionado com qualidade ao usuário necessitado de intervenções hoje, agora, aplicam cursos já presentes em calendário, conteúdo ou cumprindo determinação sem levar em conta a clientela com maior necessidade de intervenção devido a dificuldades em organizar atividades ou mesmo capacidade ou vontade de entrosamento com o publico alvo fora dos padrões que não aquele pré-determinado.
-Acesso de adolescentes com baixa escolaridade a trabalho e aprendizado que devido a dificuldade de acesso a emprego ou simplesmente ao contrato especial de trabalho CLT Art 402 ao 441 , menor ou jovem aprendiz, busca em atividades ilícitas ou mesmo degradante formas de obter recursos.
-Apesar do avanço na área de educação, não pode ser colocado como respaldo na questão da exigência e regras de acesso que restringem parte significativa da população adolescentes com baixa escolaridade do contrato, pois se há o aumento de assaltos seja a pedestre ou casa e carros (são crimes praticados por indivíduos que podem atuar sozinhos, não necessita de experiência e oferece menos riscos, na preferência por adolescentes e jovens depois do trafico, as meninas tem como preferência a prostituição consentida, pois há dados de casos acontecidos fora das comunidades, porém se levamos em consideração dados do ministério da Saúde, estatísticas de adolescentes grávidas ou com atividades sexual ativa. Podemos perceber que o que não se aceita ou se omite pode acarretar problemas que o governador do Estado do Rio de Janeiro Sergio Cabral coloca como mulheres de favelas que fabricam bandidos, porem que ajuda uma adolescente que tem filho e ninguém para sustentar, pois, a avó já da o arroz e feijão, e necessariamente para ser vista por uma entidade de direito tem que ter algo que possam expor na mídia e ganhar notoriedade.
JUSTIFICATIVA PARA A AÇÃO; Promessa feita a adolescentes, eu os ajudo e eles melhoram ou me dão um retorno, acho legal mostrar que nem sempre quem tem um canudo tem a experiência, afinal, 2° grau e educadora de porta de favela (fui Conselheira tutelar por descuido, não cursei a faculdade por opção), porém consigo elaborar projetos e trabalhos sem problema, fato que me incentivou a lutar pela inserção do adolescente com baixa escolaridade no mercado de trabalho. Se o trabalho da ong META SOCIAL, que tem como atuação a inclusão de deficientes e vem fazendo um grande trabalho mesmo sendo uma clientela com algum comprometimento, e o MTE que vem elaborando portarias como a 615/616/618 de dezembro de 2007 que exclui mais ainda o adolescente do mercado de trabalho sem olhar as conseqüências, tendo a visão ou que esse é um País como China ou Cuba que possuem um sistema educacional relativamente bom e de acesso com qualidade a todos que estatisticamente ofereceria uma condição de competividade a quem possuir uma necessidade emergente ou que não ouve aumento da violência e mortes com a participação de adolescentes e jovens devido a exclusão a qualificação do adolescente com preferencialmente a que já cometeu ou esteve envolvido em algum delito ou já possuem alguma aptidão comprovada por provas de seleção o que exclui a maioria e impõem ao mercado a necessidade de importar trabalhadores especializado muitas vezes de fora do Brasil.
OBJETIVO DA INTERVENÇÃO: Sensibilizar o publico em geral (todos inseridos em atividades relacionada no cumprimento da lei menor aprendiz e sociedade vitima do reflexo da exclusão deste adolescente) que, incluindo este adolescente a situação econômica atual, sendo que o contrato impõe a obrigatoriedade de está estudando e observando que o mesmo estará participando de outro espaço ( mudando de idéias e concepção de vida). Formando possíveis profissionais, hoje escassos no mercado de trabalho, diminuindo a migração operária e violência, pois será oferecida outra opção de aprendizado ou profissão ao adolescente.
RECURSOS UTILIZADOS: Mídias, Internet e participação de eventos em locais próximos com entrega de matérias impressos e questionamentos quanto a forma como é oferecida a qualificação e o acesso a profissionalização do adolescente sem escolaridade.
RECURSOS NECESSÁRIOS: Mídias geral e participar de eventos no País e no exterior questionando a inclusão social como é oferecida.
INCLUSÃO AO ADOLESCENTE
AUTOR: Edna Lucia Constantino da conceição
COLABORADORES: Jovens, adolescentes, responsáveis legais e eventuais, pessoas ligadas a atividades sociais, educacionais, culturais e econômicas ou situações que resultem em necessidade de intervenções.
Artigos retirados da mídia que sempre identificados respeitando o direito a anonimato e resposta.
FORMA DE ATUAÇÃO: BLOG (questionadora.blogspot), ORKT(Edna Lucia Constantino) E IMAIL(ednalucia2005@yahoo.com.br, edna.questiona@gmail.com), participando de eventos, expondo textos com questionamento de situações de;
-Exclusão, omissão e negligência cometidas por entidades ou instituições publicas e privadas que se colocam na posição de proteção a direitos.
-Informativos de fatos que promovam a inclusão do adolescente de forma geral.
DO FATO: Adolescentes que estão expostos a;
-Empreendedores sociais com visão de ou lucros ou vantagens na área social, tem como marketing ser o que mudou a área, e mesmo com dificuldade de atender a todos, restringe o aparecimento ou entrada de outros na área de atuação o que prejudicam o atendimento direcionado com qualidade ao usuário necessitado de intervenções hoje, agora, aplicam cursos já presentes em calendário, conteúdo ou cumprindo determinação sem levar em conta a clientela com maior necessidade de intervenção devido a dificuldades em organizar atividades ou mesmo capacidade ou vontade de entrosamento com o publico alvo fora dos padrões que não aquele pré-determinado.
-Acesso de adolescentes com baixa escolaridade a trabalho e aprendizado que devido a dificuldade de acesso a emprego ou simplesmente ao contrato especial de trabalho CLT Art 402 ao 441 , menor ou jovem aprendiz, busca em atividades ilícitas ou mesmo degradante formas de obter recursos.
-Apesar do avanço na área de educação, não pode ser colocado como respaldo na questão da exigência e regras de acesso que restringem parte significativa da população adolescentes com baixa escolaridade do contrato, pois se há o aumento de assaltos seja a pedestre ou casa e carros (são crimes praticados por indivíduos que podem atuar sozinhos, não necessita de experiência e oferece menos riscos, na preferência por adolescentes e jovens depois do trafico, as meninas tem como preferência a prostituição consentida, pois há dados de casos acontecidos fora das comunidades, porém se levamos em consideração dados do ministério da Saúde, estatísticas de adolescentes grávidas ou com atividades sexual ativa. Podemos perceber que o que não se aceita ou se omite pode acarretar problemas que o governador do Estado do Rio de Janeiro Sergio Cabral coloca como mulheres de favelas que fabricam bandidos, porem que ajuda uma adolescente que tem filho e ninguém para sustentar, pois, a avó já da o arroz e feijão, e necessariamente para ser vista por uma entidade de direito tem que ter algo que possam expor na mídia e ganhar notoriedade.
JUSTIFICATIVA PARA A AÇÃO; Promessa feita a adolescentes, eu os ajudo e eles melhoram ou me dão um retorno, acho legal mostrar que nem sempre quem tem um canudo tem a experiência, afinal, 2° grau e educadora de porta de favela (fui Conselheira tutelar por descuido, não cursei a faculdade por opção), porém consigo elaborar projetos e trabalhos sem problema, fato que me incentivou a lutar pela inserção do adolescente com baixa escolaridade no mercado de trabalho. Se o trabalho da ong META SOCIAL, que tem como atuação a inclusão de deficientes e vem fazendo um grande trabalho mesmo sendo uma clientela com algum comprometimento, e o MTE que vem elaborando portarias como a 615/616/618 de dezembro de 2007 que exclui mais ainda o adolescente do mercado de trabalho sem olhar as conseqüências, tendo a visão ou que esse é um País como China ou Cuba que possuem um sistema educacional relativamente bom e de acesso com qualidade a todos que estatisticamente ofereceria uma condição de competividade a quem possuir uma necessidade emergente ou que não ouve aumento da violência e mortes com a participação de adolescentes e jovens devido a exclusão a qualificação do adolescente com preferencialmente a que já cometeu ou esteve envolvido em algum delito ou já possuem alguma aptidão comprovada por provas de seleção o que exclui a maioria e impõem ao mercado a necessidade de importar trabalhadores especializado muitas vezes de fora do Brasil.
OBJETIVO DA INTERVENÇÃO: Sensibilizar o publico em geral (todos inseridos em atividades relacionada no cumprimento da lei menor aprendiz e sociedade vitima do reflexo da exclusão deste adolescente) que, incluindo este adolescente a situação econômica atual, sendo que o contrato impõe a obrigatoriedade de está estudando e observando que o mesmo estará participando de outro espaço ( mudando de idéias e concepção de vida). Formando possíveis profissionais, hoje escassos no mercado de trabalho, diminuindo a migração operária e violência, pois será oferecida outra opção de aprendizado ou profissão ao adolescente.
RECURSOS UTILIZADOS: Mídias, Internet e participação de eventos em locais próximos com entrega de matérias impressos e questionamentos quanto a forma como é oferecida a qualificação e o acesso a profissionalização do adolescente sem escolaridade.
RECURSOS NECESSÁRIOS: Mídias geral e participar de eventos no País e no exterior questionando a inclusão social como é oferecida.
Gestão Ambiental
● Aspectos ambientais
● Dificuldades para melhoria
● Iniciativas ambientais
● Relação com
órgãos ambientais
● Licenciamento
● Aspectos
econômicos
SÚMULA
AMBIENTAL
SISTEMA FIRJAN / www.firjan.org.br
Nº 132 – fevereiro de 2008 – Ano XII
DIAGNÓSTICO
AMBIENTAL DAS
INDÚSTRIAS DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
EDIÇÃO ESPECIAL
2 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
EXPEDIENTE: Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) - Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ).Av. Graça Aranha, nº 1 - CEP: 20030-002 - Rio de Janeiro /
RJ. Sugestões, informações e assinaturas: (21) 2563-4213 / 4518 - www.firjan.org.br. Presidente: Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira; Presidente do Conselho Empresarial de Meio
Ambiente: Isaac Plachta; Diretor Geral do Sistema FIRJAN:Augusto Cesar Franco de Alencar; Diretora de Inovação e Meio Ambiente:Marilene Carvalho; Coordenação Gerência de
Tecnologia e Meio Ambiente: Luís Augusto Azevedo e Carolina Zoccoli. Gerência de Marketing Institucional:Daniela Teixeira e Carlos H. Latini.– SÚMULA AMBIENTAL é uma publicação
do SISTEMA FIRJAN editada pela @tual Comunicação. Editora: Célia Abend MT 16811, Subeditora: Luciana Bezerra dos Santos; Projeto Gráfico: Romildo Castro Gomes; Editoração
Eletrônica: Roma Design, Estagikário:Thiago de Moraes; Produtor gráfico: Milton Peçanha; Impressão: Daugraf
A indústria do Estado do Rio de Janeiro está significativamente
mais consciente do impacto provocado
por suas atividades no meio ambiente, assim
como de seus direitos e deveres. Essa foi a principal
conclusão da quarta edição da Pesquisa Gestão
Ambiental, consolidada em janeiro de 2008.
Realizada pela Diretoria de Inovação e Meio
Ambiente (DIM) e pela Divisão de Pesquisa
(Dpesq) do Sistema FIRJAN, esta pesquisa é uma
ação prevista no Mapa do Desenvolvimento do
Estado do Rio de Janeiro (lançado em agosto de
2006 pela Federação das Indústrias), como um instrumento
de incentivo à prática da responsabilidade
social e ambiental.
Os dados do levantamento feito junto ao setor
industrial formam uma importante base para o planejamento
de ações ambientais no estado, além de
ser um termômetro das atividades, das iniciativas e
dos entraves que permeiam o dia-a-dia das empresas
e das instituições ambientais fluminenses.
Como será observado nas próximas páginas, as
empresas consultadas foram capazes de identificar
com mais clareza os aspectos ambientais relacionados
a suas atividades. Apontaram também o que
impede ou dificulta a implantação de ações de
melhoria ambiental e demonstraram, de forma
geral, estar mais bem informadas sobre os temas
abordados.
Metodologia
De maneira geral, as respostas às questões apresentadas
variaram de acordo com o porte da empresa,
mas essa variação não é significativa entre empresas
de diferentes regiões do estado. Como pequenas,
médias e grandes empresas apresentam diferentes
comportamentos, a amostra foi assim definida:
Das 353 empresas consultadas, 111 (31,4%)
estão localizadas no município do Rio de Janeiro. A
segunda região com maior número de empresas é a
Baixada II, abrangendo Duque de Caxias, Belford
Roxo, São João de Meriti e Magé (19,8%), seguida
da Baixada I, que inclui Mangaratiba, Itaguaí,
Seropédica, Nova Iguaçu e Nilópolis (12,5%), Sul
(10,2%), Leste (7,9%), Norte (7,4%), Serrana
(5,1%), Centro Norte (4%) e Noroeste (1,7%).
PPesquisa
Grande porte
500 ou mais empregados
Médio porte
100 a 499 empregados
Pequeno porte
10 a 99 empregados
Total
62 empresas
113 empresas
178 empresas
353 empresas
17,6%
32%
50,4%
100%
Foto: Liquidlibrary
Gestão Ambiental 2007:
Indústria fluminense
mais consciente
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 3
Como nas pesquisas de 2005 e 2006, todas as
empresas consultadas souberam apontar os principais
aspectos ambientais relacionados às suas atividades.
“Resíduos sólidos não perigosos” mantevese
como o principal, citado por 82,4% do total da
amostra. O segundo mais apontado também foi o
mesmo de 2006: “uso intenso de energia elétrica
ou combustível (68,3%)”. O número de empresas
que afirmou não haver questões ambientais relacionadas
a sua atividade caiu de 3,6% para apenas
1,4%. Todas as demais opções tiveram maior
número de respostas, mostrando que o empresário
está mais consciente dos potenciais impactos causados
por sua produção.
Pela amostra, as grandes empresas reconhecem
mais aspectos em sua atividade do que as médias e
pequenas. Ainda assim, apenas 2,2% das pequenas
empresas afirmaram não existirem questões ambientais,
percentual significativamente menor do que os
verificados em 2006 (5,4%) e em 2005 (5,9%).
Aspectos ambientais
{
PRINCIPAIS ASPECTOS AMBIENTAIS
AMOSTRA TOTAL
Resíduos sólidos
não perigosos
Uso intenso de
energia
Vibrações e ruídos
Efluentes
Uso intenso de água
Emissões
atmosféricas
Resíduos sólidos
perigosos
Odor
Não existem
questões ambientais
82,4%
68,9%
{ 68,3%
59,3%
{ 64%
45,4%
{ 58,1%
50,8%
{ 42,5%
30,6%
{ 39,7%
26,8%
{ 32,9%
14,5%
{ 26,1%
12,8%
{ 2007
2006
{ 1,4%
3,6%
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
PRINCIPAIS ASPECTOS AMBIENTAIS
POR PORTE
Resíduos sólidos
não perigosos
Uso intenso de
energia
Vibrações e ruídos
Efluentes
Uso intenso de água
Emissões
atmosféricas
Resíduos sólidos
perigosos
Odor
Não existem
questões ambientais
95,2%
88,5%
74,2%
{ 82,3%
69%
62,9%
{ 71%
59,3%
64,6%
{ 82,3%
67,3%
43,8%
{ 61,3%
46%
33,7%
{ 59,7%
40,7%
32%
{ 71%
38,9%
15,7%
{ 22,6%
25,7%
27,5%
{ Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
{ 0%
0,9%
2,2%
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
A eficiência energética pode ser adotada
por empresas de qualquer porte, tornando-
se uma forte aliada contra o desperdício
de energia e combustível (segundo
aspecto ambiental apontado pela
indústria fluminense). O Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) tem uma linha de financiamento
de Apoio a Projetos de Eficiência Energética,
o Proesco (http://www.bndes.gov.
br/ambiente), que contempla projetos,
instalações, equipamentos, serviços técnicos
e de controle. Programas de Produção
Mais Limpa (P+L) também são uma boa
solução e o Núcleo de P+L do Sistema FIRJAN
(pmaisl@firjan.org.br) está apto a
implantá-lo em sua empresa.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
Dica
4 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
Diferentemente do verificado nas pesquisas anteriores,
em que grande parte das empresas pesquisadas
afirmou nunca ter encontrado dificuldade para
melhoria ambiental, nesta edição essa foi a resposta
de apenas 26,6% das empresas. O percentual é
ainda menor se considerarmos apenas as grandes
empresas (14,5%).
O entrevistador solicitou que fossem citadas as
três principais dificuldades para melhoria ambiental,
de forma espontânea — ou seja, não eram oferecidas
opções de resposta. Da amostra total, apesar
da pulverização das respostas, a principal causa
apontada foi a burocracia dos órgãos responsáveis
(17,3%), diferente de 2006 e 2005, quando a principal
causa foi a falta de recursos financeiros. Pelo
primeiro ano, nenhuma empresa alegou que a questão
ambiental não é importante.
As empresas de grande porte, além da burocracia
(24,2%), apontaram a dificuldade em conseguir
licenciamento e orientação de órgãos públicos
(17,7%). Já para as médias, a burocracia (16,8%) é
uma dificuldade menor que a conscientização
ambiental de pessoal e da sociedade (18,6%) e que
a falta de recursos financeiros (17,7%). Boa parte
das pequenas empresas afirma não haver dificuldades
(35,4%). Das demais, 15,2% apontaram a
burocracia; 13,5%, conseguir licenciamento e orientação;
e 11,8%, a falta de recursos financeiros.
PPesquisa
Dificuldades para
melhoria ambiental
{
PERCENTUAL DE EMPRESAS PARA QUAIS NUNCA HOUVE
DIFICULDADE PARA MELHORIA AMBIENTAL
Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
39,1%
20,4%
14,5%
{ 47,1%
43%
19,5%
{ 41,5%
53,7%
35,4%
{ 2005
2006
2007
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
PRINCIPAIS DIFICULDADES PARA A MELHORIA AMBIENTAL
DAS EMPRESAS- AMOSTRA TOTAL
Burocracia dos órgãos
responsáveis
Conseguir licenciamento e
orientação dos órgãos
Conscientização ambiental de
pessoal e sociedade
Falta de recursos
financeiros
Custo elevado
de equipamentos
Infra-estrutura interna
Morosidade nos processos
Descarte de resíduos
Falta de empresas
credenciadas à Feema
Atender exigências
dos órgãos ambientais
Infra-estrutura externa
Falta de informações técnicas
Regulamento ambiental muda
com freqüência
Custo elevado
da mão-de-obra
Falta de fontes
de financiamento
Outros
Não sabe / não respondeu
17,3%
6%
{ 14,4%
6%
{ 13,6%
6%
{ 13,6%
14,2%
{ 7,9%
6%
{ 4,8%
2,5%
{ 3,7%
12,3%
{ 3,7%
5,5%
{ 2,8%
3%
{ 2,5%
2,5%
{ 2%
4,4%
{ 13,2%
7,4%
{ 1,4%
0,8%
{ 6,8%
8,2%
{ 5,7%
4,1%
{ 6,8%
3,8%
{ 6,2%
0%
{ 2007
2006
0 05 10 15 20
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 5
Quando questionadas sobre as ações na área
ambiental que pretendem adotar nos próximos
dois anos, 38% responderam “manter procedimentos
já adotados”, resultado similar ao obtido em
2006 (44,8%). Em 2005, essa foi a resposta de
apenas 1,3% dos entrevistados. Naquele ano, a resposta
mais citada foi “introduzir Sistemas de
Gestão Ambiental” (31,9%).
O diferencial da pesquisa de 2007 foi a queda no
número de empresas que não pretendem adotar
nenhuma ação. O percentual caiu de 30,8% em
2005 para 20,2% em 2006 e apenas 11% em
2007, em mais um indício de que o meio industrial
está mais consciente.
Entre as grandes empresas, destacam-se as previsões
de implantação da coleta seletiva (32,3%) e de
certificação ambiental (27,4%). Esta última também
foi bastante citada pelas médias empresas
(18,6%), mas a resposta mais recorrente foi a
manutenção de procedimentos já adotados
(41,6%). As pequenas empresas também informaram
que vão manter procedimentos (39,9%), mas
16,9% disseram que não prevêem nenhuma ação
ambiental. Ainda assim, este percentual é significativamente
menor do que nos anos anteriores
(32,5% em 2006 e 37,8% em 2007).
Iniciativas em meio
ambiente
{
AÇÕES QUE AS EMPRESAS PRETENDEM ADOTAR NOS
PRÓXIMOS DOIS ANOS – AMOSTRA TOTAL
Manter procedimentos
Coleta seletiva
Certificação ambiental
Treinar pessoal
Reúso de água
Sistema de Gestão
Ambiental
Comprar equipamentos
de controle
Projetos com
comunidades ou ONGs
Alterar infra-estrutura
Reflorestamento
Gerenciamento
de resíduos
Obter ou renovar
licença ambiental
Outros
Nenhuma ação
Não sabe/
não respondeu
38%
44,8%
{ 17,3%
13,9%
{ 17%
7,1%
{ 13,9%
5,7%
{ 12,5%
9,6%
{ 5,1%
3,6%
{ 4,5%
0,5%
{ 3,7%
5,5%
{ 14%
7%
{ 11%
20,2%
{ 4%
3,6%
{ 9,6%
12%
{ 5,9%
12,6%
{ 8,8%
10,4%
{ 6,2%
2,7%
{ 2007
2006
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Dica
O reúso da água foi apontado por 12,5% das empresas
como ação a ser implantada nos próximos anos. Sobre
esse assunto, vale conferir o Manual de Conservação e
Reúso da Água, organizado pelo Sistema FIRJAN e pelo
Sebrae/RJ. A publicação traz as opções de métodos e sistemas
que podem ser utilizados para um melhor aproveitamento
do recurso. O download é gratuito em
www.firjan.org.br.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
6 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
O aumento expressivo de empresas que passaram
a declarar que têm relações com órgãos ambientais
e a diminuição do percentual de empresas que
declararam que não se relacionam com esses organismos
parecem indicar que mais empresas estão
buscando sua adequação e apontam uma postura
pró-ativa do setor industrial.
Quando questionadas sobre suas licenças ambientais,
55,8% da amostra total afirmaram ter licença
em vigor, resultado menor do que o encontrado na
pesquisa de 2006 (65,5%). Diversas circunstâncias
podem explicar essa diminuição. Em primeiro
lugar, aumentou de 72% em 2006 para 79% em
2007 o percentual de empresas que, não tendo
licenças em vigor, estão buscando sua regularização.
Em segundo lugar, a pesquisa mostrou que grande
parte das empresas que não sabiam que precisavam
de licenças ambientais - 23,5% dos entrevistados
fizeram essa declaração em 2006 - compreenderam
a necessidade da licença. Apenas 3,8% das empresas
afirmaram, em 2007, que não precisam de licença
ambiental. Das empresas que solicitaram renovação,
63,8% já o fizeram há mais de um ano. Em
2006, esse percentual foi de 66,7%.
Às empresas que não têm licença ambiental em
vigor, foi pedido que indicassem as principais dificuldades
que têm ou tiveram na relação com os
órgãos ambientais. Dessa amostragem, 47,5% afirmaram
não ter nenhum tipo de dificuldade. A falta
de informações adequadas para o licenciamento
apareceu apenas na quinta colocação, citada por
9,9% dos entrevistados. Em 2006, essa foi a resposta
de 18,2% das empresas consultadas.
Todas as empresas que não têm licença em vigor
e não entraram com pedido de renovação afirmaram
que nunca foram autuadas ou multadas por falta de
licença ambiental.
PPesquisa
Licenciamento
ambiental
{
RELAÇÕES MANTIDAS ENTRE AS EMPRESAS
E OS ÓRGÃOS AMBIENTAIS – AMOSTRA TOTAL
Licenciamento
ambiental
Fiscalização
ambiental
Acordo entre
as partes
Medidas
compensatórias
Nenhuma
Não sabe/ não
respondeu
79,3%
65%
63,3%
{ 76,8%
57,1%
57,1%
{ 26,6%
12,6%
18,8%
{ 15%
6,8%
8,8%
{ 11%
24,6%
21,2%
{ 0,8%
0,3%
1,1%
{ Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
DIFICULDADES NA RELAÇÃO COM ÓRGÃOS AMBIENTAIS
(EMPRESAS SEM LICENÇA EM VIGOR)
Não há problemas
Demora na análise
de pedidos e ações
Requisitos exagerados
para adequação
Legislação ambiental
complexa/ confusa
Falta de informações
para licenciamento
Falta de preparo
técnico dos órgãos
Fiscalização e contato
com os órgãos
47,5%
36,4%
{ 39,6%
51,5%
{ 20,8%
12,1%
{ 14,9%
9,1%
{ 9,9%
18,2%
{ 8,9%
9,1%
{ 6,9%
6,1%
{ 2007
2006
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Dica
Diversos municípios do estado,inclusive o Rio de Janeiro
e Duque de Caxias,já têm competência para emitir licenças
ambientais para empreendimentos de impacto local. No
dia 16 de janeiro, o governo estadual assinou um acordo
com mais 15 municípios, como Barra Mansa, Macaé, Nova
Friburgo, Teresópolis e Volta Redonda, transferindo esse
tipo de licenciamento para o âmbito municipal. Procure a
Secretaria Municipal do Meio Ambiente para informar-se
sobre os procedimentos, ou acesse www.feema.rj.gov.br.
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 7
Das 353 empresas participantes da pesquisa,
76,2% nunca foram questionadas sobre sua situação
ambiental por clientes, seguradoras ou bancos.
Houve uma queda com relação ao ano anterior, em
que 86,6% das empresas nunca haviam sido questionadas.
A consulta partiu de clientes nacionais
para 11,9% das empresas. Em 2006, esse índice
era de 8,2% – houve um acréscimo de 3,7 pontos
percentuais. Clientes estrangeiros questionaram
8,5% das empresas (mais 3,6 pontos percentuais
do que em 2006) e seguradoras ou bancos, 7,4%
(em 2006, apenas 4,6%). Se considerarmos apenas
as empresas de grande porte, estes três números
são bem mais significativos: 29% foram consultadas
por clientes estrangeiros, 19,4% por nacionais
e 14,5% por seguradoras ou bancos.
Quanto à realização de investimentos nos últimos
12 meses (inicial, manutenção, análises,
monitoramento e operação de equipamentos de
controle ambiental), a pesquisa mostrou que em
2007 mais empresas investiram em meio ambiente
– 84,1% delas, contra 73,2% em 2006. As previsões
feitas na pesquisa de 2006 foram superadas,
já que apenas 65% das empresas planejavam investir.
Até dezembro de 2008, 74,8% pretendem
fazê-lo. A diferença quanto às previsões fica mais
clara entre as empresas de pequeno porte. Na pesquisa
de 2006, 53,7% tinham pretensão de investir
no ano seguinte; nesta pesquisa, esse número
subiu para 67,4%.
Para comprar equipamentos ou implementar
ações ambientais, apenas 5,7% das empresas buscaram
financiamento. As pequenas empresas são as
que menos procuram financiamento (89,9%
sequer tentaram). Apenas 9,7% e 6,2% das grandes
e médias, respectivamente, obtiveram êxito.
Investimentos /
Economia
EMPRESAS QUE INVESTIRAM
EM MEIO AMBIENTE EM 2007
0 20 40 60 80 100
Grandes empresas
Médias empresas
Pequenas empresas
98,4%
92,9%
73,6%
EMPRESAS QUE PRETENDEM INVESTIR
EM MEIO AMBIENTE EM 2008
0 20 40 60 80 100
Grandes empresas
Médias empresas
Pequenas empresas
88,7%
78,8%
67,4%
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
8 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
Inscreva-se
e consulte oferta
e procura de
resíduos em
www.firjan.org.br
A pesquisa mostrou que, de maneira geral, houve
um ganho no índice de conhecimento das empresas
sobre os temas e instituições ambientais sugeridos
pelo entrevistador. O índice varia de 1 a 4 e a pontuação
foi atribuída da seguinte forma: “não sabe” (1),
“sabe muito pouco” (2), “tem uma idéia” (3) e “está
bem informado” (4). A Fundação Estadual de
Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) obtiveram os índices
mais altos: 59,8% e 51% das empresas, respectivamente,
afirmaram estar bem informadas sobre as atividades
dessas instituições. O tema Licenciamento
Ambiental também obteve boa pontuação (3,22).
Aqueles que envolvem recursos hídricos – Comitês
de Bacia, outorga e Agência Nacional de Águas
(ANA) – permanecem como os mais críticos. Ainda
assim, apresentaram um progresso com relação a
2006: naquele ano, 60,7% dos entrevistados afirmaram
nada saber sobre os Comitês, contra apenas
30,6% em 2007. Outro tema que precisa ser esclarecido
entre as empresas é o Mecanismo de
Desenvolvimento Limpo (MDL), sobre o qual apenas
17,8% das empresas declararam estar informadas.
PPesquisa
Conhecimento de temas ou instituições ambientais
ÍNDICE DE CONHECIMENTO DOS TEMAS – 2007X 2006
Licenciamento
Ambiental
Lei de Crimes
Ambientais
ANA MDL Feema Ibama Outorga p/ uso
da água
Comitê
de Bacia
Dicas
■ Através do Conselho Empresarial de Recursos Hídricos, o
Sistema FIRJAN discute a posição do setor empresarial quanto
aos temas relacionados à água e incentiva o envolvimento das
empresas nessas questões. É direito da empresa participar ou
acompanhar os fóruns de decisão, como os Comitês de Bacia.O
Estado do Rio está dividido em 10 regiões hidrográficas. Para
conhecer a região que corresponde à atividade de sua empresa,
acesse os sites da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas
(www.serla.gov.br) e da Agência Nacional de Águas (ANA)
(www.ana.gov.br). Outras informações com a Assessoria
Institucional da FIRJAN:meioambiente@firjan.org.br.
■ O MDL foi o instrumento definido no Tratado de Quioto
que permite a países como o Brasil a participação no mercado
de créditos de carbono. Ele tem dois objetivos principais:
auxiliar os países do Anexo I (que, pelo Tratado, têm metas
obrigatórias de redução de emissões) a cumprirem seus compromissos
quantificados de redução; e promover um desenvolvimento
mais sustentável nos países não-Anexo I. O
Escritório do Carbono, iniciativa da FIRJAN e da Secretaria de
Estado do Ambiente (SEA), esclarece dúvidas e apóia o
empresário que deseja ingressar no mercado de carbono.
Acesse em www.firjan.org.br ou carbono@firjan.org.br.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
4
3
2
1
0
2006 2007
● ●
●
●
●
● ●
●
●
● ●
●
●
●
●
●
3,22
2,99 2,91
2,46
2,03
3,44 3,31
2,35 1,80
3,05
2,65
2,46
3,48 3,37
2,72
2,23
● ●
● Dificuldades para melhoria
● Iniciativas ambientais
● Relação com
órgãos ambientais
● Licenciamento
● Aspectos
econômicos
SÚMULA
AMBIENTAL
SISTEMA FIRJAN / www.firjan.org.br
Nº 132 – fevereiro de 2008 – Ano XII
DIAGNÓSTICO
AMBIENTAL DAS
INDÚSTRIAS DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
EDIÇÃO ESPECIAL
2 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
EXPEDIENTE: Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) - Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ).Av. Graça Aranha, nº 1 - CEP: 20030-002 - Rio de Janeiro /
RJ. Sugestões, informações e assinaturas: (21) 2563-4213 / 4518 - www.firjan.org.br. Presidente: Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira; Presidente do Conselho Empresarial de Meio
Ambiente: Isaac Plachta; Diretor Geral do Sistema FIRJAN:Augusto Cesar Franco de Alencar; Diretora de Inovação e Meio Ambiente:Marilene Carvalho; Coordenação Gerência de
Tecnologia e Meio Ambiente: Luís Augusto Azevedo e Carolina Zoccoli. Gerência de Marketing Institucional:Daniela Teixeira e Carlos H. Latini.– SÚMULA AMBIENTAL é uma publicação
do SISTEMA FIRJAN editada pela @tual Comunicação. Editora: Célia Abend MT 16811, Subeditora: Luciana Bezerra dos Santos; Projeto Gráfico: Romildo Castro Gomes; Editoração
Eletrônica: Roma Design, Estagikário:Thiago de Moraes; Produtor gráfico: Milton Peçanha; Impressão: Daugraf
A indústria do Estado do Rio de Janeiro está significativamente
mais consciente do impacto provocado
por suas atividades no meio ambiente, assim
como de seus direitos e deveres. Essa foi a principal
conclusão da quarta edição da Pesquisa Gestão
Ambiental, consolidada em janeiro de 2008.
Realizada pela Diretoria de Inovação e Meio
Ambiente (DIM) e pela Divisão de Pesquisa
(Dpesq) do Sistema FIRJAN, esta pesquisa é uma
ação prevista no Mapa do Desenvolvimento do
Estado do Rio de Janeiro (lançado em agosto de
2006 pela Federação das Indústrias), como um instrumento
de incentivo à prática da responsabilidade
social e ambiental.
Os dados do levantamento feito junto ao setor
industrial formam uma importante base para o planejamento
de ações ambientais no estado, além de
ser um termômetro das atividades, das iniciativas e
dos entraves que permeiam o dia-a-dia das empresas
e das instituições ambientais fluminenses.
Como será observado nas próximas páginas, as
empresas consultadas foram capazes de identificar
com mais clareza os aspectos ambientais relacionados
a suas atividades. Apontaram também o que
impede ou dificulta a implantação de ações de
melhoria ambiental e demonstraram, de forma
geral, estar mais bem informadas sobre os temas
abordados.
Metodologia
De maneira geral, as respostas às questões apresentadas
variaram de acordo com o porte da empresa,
mas essa variação não é significativa entre empresas
de diferentes regiões do estado. Como pequenas,
médias e grandes empresas apresentam diferentes
comportamentos, a amostra foi assim definida:
Das 353 empresas consultadas, 111 (31,4%)
estão localizadas no município do Rio de Janeiro. A
segunda região com maior número de empresas é a
Baixada II, abrangendo Duque de Caxias, Belford
Roxo, São João de Meriti e Magé (19,8%), seguida
da Baixada I, que inclui Mangaratiba, Itaguaí,
Seropédica, Nova Iguaçu e Nilópolis (12,5%), Sul
(10,2%), Leste (7,9%), Norte (7,4%), Serrana
(5,1%), Centro Norte (4%) e Noroeste (1,7%).
PPesquisa
Grande porte
500 ou mais empregados
Médio porte
100 a 499 empregados
Pequeno porte
10 a 99 empregados
Total
62 empresas
113 empresas
178 empresas
353 empresas
17,6%
32%
50,4%
100%
Foto: Liquidlibrary
Gestão Ambiental 2007:
Indústria fluminense
mais consciente
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 3
Como nas pesquisas de 2005 e 2006, todas as
empresas consultadas souberam apontar os principais
aspectos ambientais relacionados às suas atividades.
“Resíduos sólidos não perigosos” mantevese
como o principal, citado por 82,4% do total da
amostra. O segundo mais apontado também foi o
mesmo de 2006: “uso intenso de energia elétrica
ou combustível (68,3%)”. O número de empresas
que afirmou não haver questões ambientais relacionadas
a sua atividade caiu de 3,6% para apenas
1,4%. Todas as demais opções tiveram maior
número de respostas, mostrando que o empresário
está mais consciente dos potenciais impactos causados
por sua produção.
Pela amostra, as grandes empresas reconhecem
mais aspectos em sua atividade do que as médias e
pequenas. Ainda assim, apenas 2,2% das pequenas
empresas afirmaram não existirem questões ambientais,
percentual significativamente menor do que os
verificados em 2006 (5,4%) e em 2005 (5,9%).
Aspectos ambientais
{
PRINCIPAIS ASPECTOS AMBIENTAIS
AMOSTRA TOTAL
Resíduos sólidos
não perigosos
Uso intenso de
energia
Vibrações e ruídos
Efluentes
Uso intenso de água
Emissões
atmosféricas
Resíduos sólidos
perigosos
Odor
Não existem
questões ambientais
82,4%
68,9%
{ 68,3%
59,3%
{ 64%
45,4%
{ 58,1%
50,8%
{ 42,5%
30,6%
{ 39,7%
26,8%
{ 32,9%
14,5%
{ 26,1%
12,8%
{ 2007
2006
{ 1,4%
3,6%
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
PRINCIPAIS ASPECTOS AMBIENTAIS
POR PORTE
Resíduos sólidos
não perigosos
Uso intenso de
energia
Vibrações e ruídos
Efluentes
Uso intenso de água
Emissões
atmosféricas
Resíduos sólidos
perigosos
Odor
Não existem
questões ambientais
95,2%
88,5%
74,2%
{ 82,3%
69%
62,9%
{ 71%
59,3%
64,6%
{ 82,3%
67,3%
43,8%
{ 61,3%
46%
33,7%
{ 59,7%
40,7%
32%
{ 71%
38,9%
15,7%
{ 22,6%
25,7%
27,5%
{ Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
{ 0%
0,9%
2,2%
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
A eficiência energética pode ser adotada
por empresas de qualquer porte, tornando-
se uma forte aliada contra o desperdício
de energia e combustível (segundo
aspecto ambiental apontado pela
indústria fluminense). O Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) tem uma linha de financiamento
de Apoio a Projetos de Eficiência Energética,
o Proesco (http://www.bndes.gov.
br/ambiente), que contempla projetos,
instalações, equipamentos, serviços técnicos
e de controle. Programas de Produção
Mais Limpa (P+L) também são uma boa
solução e o Núcleo de P+L do Sistema FIRJAN
(pmaisl@firjan.org.br) está apto a
implantá-lo em sua empresa.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
Dica
4 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
Diferentemente do verificado nas pesquisas anteriores,
em que grande parte das empresas pesquisadas
afirmou nunca ter encontrado dificuldade para
melhoria ambiental, nesta edição essa foi a resposta
de apenas 26,6% das empresas. O percentual é
ainda menor se considerarmos apenas as grandes
empresas (14,5%).
O entrevistador solicitou que fossem citadas as
três principais dificuldades para melhoria ambiental,
de forma espontânea — ou seja, não eram oferecidas
opções de resposta. Da amostra total, apesar
da pulverização das respostas, a principal causa
apontada foi a burocracia dos órgãos responsáveis
(17,3%), diferente de 2006 e 2005, quando a principal
causa foi a falta de recursos financeiros. Pelo
primeiro ano, nenhuma empresa alegou que a questão
ambiental não é importante.
As empresas de grande porte, além da burocracia
(24,2%), apontaram a dificuldade em conseguir
licenciamento e orientação de órgãos públicos
(17,7%). Já para as médias, a burocracia (16,8%) é
uma dificuldade menor que a conscientização
ambiental de pessoal e da sociedade (18,6%) e que
a falta de recursos financeiros (17,7%). Boa parte
das pequenas empresas afirma não haver dificuldades
(35,4%). Das demais, 15,2% apontaram a
burocracia; 13,5%, conseguir licenciamento e orientação;
e 11,8%, a falta de recursos financeiros.
PPesquisa
Dificuldades para
melhoria ambiental
{
PERCENTUAL DE EMPRESAS PARA QUAIS NUNCA HOUVE
DIFICULDADE PARA MELHORIA AMBIENTAL
Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
39,1%
20,4%
14,5%
{ 47,1%
43%
19,5%
{ 41,5%
53,7%
35,4%
{ 2005
2006
2007
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
PRINCIPAIS DIFICULDADES PARA A MELHORIA AMBIENTAL
DAS EMPRESAS- AMOSTRA TOTAL
Burocracia dos órgãos
responsáveis
Conseguir licenciamento e
orientação dos órgãos
Conscientização ambiental de
pessoal e sociedade
Falta de recursos
financeiros
Custo elevado
de equipamentos
Infra-estrutura interna
Morosidade nos processos
Descarte de resíduos
Falta de empresas
credenciadas à Feema
Atender exigências
dos órgãos ambientais
Infra-estrutura externa
Falta de informações técnicas
Regulamento ambiental muda
com freqüência
Custo elevado
da mão-de-obra
Falta de fontes
de financiamento
Outros
Não sabe / não respondeu
17,3%
6%
{ 14,4%
6%
{ 13,6%
6%
{ 13,6%
14,2%
{ 7,9%
6%
{ 4,8%
2,5%
{ 3,7%
12,3%
{ 3,7%
5,5%
{ 2,8%
3%
{ 2,5%
2,5%
{ 2%
4,4%
{ 13,2%
7,4%
{ 1,4%
0,8%
{ 6,8%
8,2%
{ 5,7%
4,1%
{ 6,8%
3,8%
{ 6,2%
0%
{ 2007
2006
0 05 10 15 20
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 5
Quando questionadas sobre as ações na área
ambiental que pretendem adotar nos próximos
dois anos, 38% responderam “manter procedimentos
já adotados”, resultado similar ao obtido em
2006 (44,8%). Em 2005, essa foi a resposta de
apenas 1,3% dos entrevistados. Naquele ano, a resposta
mais citada foi “introduzir Sistemas de
Gestão Ambiental” (31,9%).
O diferencial da pesquisa de 2007 foi a queda no
número de empresas que não pretendem adotar
nenhuma ação. O percentual caiu de 30,8% em
2005 para 20,2% em 2006 e apenas 11% em
2007, em mais um indício de que o meio industrial
está mais consciente.
Entre as grandes empresas, destacam-se as previsões
de implantação da coleta seletiva (32,3%) e de
certificação ambiental (27,4%). Esta última também
foi bastante citada pelas médias empresas
(18,6%), mas a resposta mais recorrente foi a
manutenção de procedimentos já adotados
(41,6%). As pequenas empresas também informaram
que vão manter procedimentos (39,9%), mas
16,9% disseram que não prevêem nenhuma ação
ambiental. Ainda assim, este percentual é significativamente
menor do que nos anos anteriores
(32,5% em 2006 e 37,8% em 2007).
Iniciativas em meio
ambiente
{
AÇÕES QUE AS EMPRESAS PRETENDEM ADOTAR NOS
PRÓXIMOS DOIS ANOS – AMOSTRA TOTAL
Manter procedimentos
Coleta seletiva
Certificação ambiental
Treinar pessoal
Reúso de água
Sistema de Gestão
Ambiental
Comprar equipamentos
de controle
Projetos com
comunidades ou ONGs
Alterar infra-estrutura
Reflorestamento
Gerenciamento
de resíduos
Obter ou renovar
licença ambiental
Outros
Nenhuma ação
Não sabe/
não respondeu
38%
44,8%
{ 17,3%
13,9%
{ 17%
7,1%
{ 13,9%
5,7%
{ 12,5%
9,6%
{ 5,1%
3,6%
{ 4,5%
0,5%
{ 3,7%
5,5%
{ 14%
7%
{ 11%
20,2%
{ 4%
3,6%
{ 9,6%
12%
{ 5,9%
12,6%
{ 8,8%
10,4%
{ 6,2%
2,7%
{ 2007
2006
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Dica
O reúso da água foi apontado por 12,5% das empresas
como ação a ser implantada nos próximos anos. Sobre
esse assunto, vale conferir o Manual de Conservação e
Reúso da Água, organizado pelo Sistema FIRJAN e pelo
Sebrae/RJ. A publicação traz as opções de métodos e sistemas
que podem ser utilizados para um melhor aproveitamento
do recurso. O download é gratuito em
www.firjan.org.br.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
6 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
O aumento expressivo de empresas que passaram
a declarar que têm relações com órgãos ambientais
e a diminuição do percentual de empresas que
declararam que não se relacionam com esses organismos
parecem indicar que mais empresas estão
buscando sua adequação e apontam uma postura
pró-ativa do setor industrial.
Quando questionadas sobre suas licenças ambientais,
55,8% da amostra total afirmaram ter licença
em vigor, resultado menor do que o encontrado na
pesquisa de 2006 (65,5%). Diversas circunstâncias
podem explicar essa diminuição. Em primeiro
lugar, aumentou de 72% em 2006 para 79% em
2007 o percentual de empresas que, não tendo
licenças em vigor, estão buscando sua regularização.
Em segundo lugar, a pesquisa mostrou que grande
parte das empresas que não sabiam que precisavam
de licenças ambientais - 23,5% dos entrevistados
fizeram essa declaração em 2006 - compreenderam
a necessidade da licença. Apenas 3,8% das empresas
afirmaram, em 2007, que não precisam de licença
ambiental. Das empresas que solicitaram renovação,
63,8% já o fizeram há mais de um ano. Em
2006, esse percentual foi de 66,7%.
Às empresas que não têm licença ambiental em
vigor, foi pedido que indicassem as principais dificuldades
que têm ou tiveram na relação com os
órgãos ambientais. Dessa amostragem, 47,5% afirmaram
não ter nenhum tipo de dificuldade. A falta
de informações adequadas para o licenciamento
apareceu apenas na quinta colocação, citada por
9,9% dos entrevistados. Em 2006, essa foi a resposta
de 18,2% das empresas consultadas.
Todas as empresas que não têm licença em vigor
e não entraram com pedido de renovação afirmaram
que nunca foram autuadas ou multadas por falta de
licença ambiental.
PPesquisa
Licenciamento
ambiental
{
RELAÇÕES MANTIDAS ENTRE AS EMPRESAS
E OS ÓRGÃOS AMBIENTAIS – AMOSTRA TOTAL
Licenciamento
ambiental
Fiscalização
ambiental
Acordo entre
as partes
Medidas
compensatórias
Nenhuma
Não sabe/ não
respondeu
79,3%
65%
63,3%
{ 76,8%
57,1%
57,1%
{ 26,6%
12,6%
18,8%
{ 15%
6,8%
8,8%
{ 11%
24,6%
21,2%
{ 0,8%
0,3%
1,1%
{ Grande porte
Médio porte
Pequeno porte
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
{
DIFICULDADES NA RELAÇÃO COM ÓRGÃOS AMBIENTAIS
(EMPRESAS SEM LICENÇA EM VIGOR)
Não há problemas
Demora na análise
de pedidos e ações
Requisitos exagerados
para adequação
Legislação ambiental
complexa/ confusa
Falta de informações
para licenciamento
Falta de preparo
técnico dos órgãos
Fiscalização e contato
com os órgãos
47,5%
36,4%
{ 39,6%
51,5%
{ 20,8%
12,1%
{ 14,9%
9,1%
{ 9,9%
18,2%
{ 8,9%
9,1%
{ 6,9%
6,1%
{ 2007
2006
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Dica
Diversos municípios do estado,inclusive o Rio de Janeiro
e Duque de Caxias,já têm competência para emitir licenças
ambientais para empreendimentos de impacto local. No
dia 16 de janeiro, o governo estadual assinou um acordo
com mais 15 municípios, como Barra Mansa, Macaé, Nova
Friburgo, Teresópolis e Volta Redonda, transferindo esse
tipo de licenciamento para o âmbito municipal. Procure a
Secretaria Municipal do Meio Ambiente para informar-se
sobre os procedimentos, ou acesse www.feema.rj.gov.br.
FEVEREIRO DE 2008 SÚMULA AMBIENTAL 7
Das 353 empresas participantes da pesquisa,
76,2% nunca foram questionadas sobre sua situação
ambiental por clientes, seguradoras ou bancos.
Houve uma queda com relação ao ano anterior, em
que 86,6% das empresas nunca haviam sido questionadas.
A consulta partiu de clientes nacionais
para 11,9% das empresas. Em 2006, esse índice
era de 8,2% – houve um acréscimo de 3,7 pontos
percentuais. Clientes estrangeiros questionaram
8,5% das empresas (mais 3,6 pontos percentuais
do que em 2006) e seguradoras ou bancos, 7,4%
(em 2006, apenas 4,6%). Se considerarmos apenas
as empresas de grande porte, estes três números
são bem mais significativos: 29% foram consultadas
por clientes estrangeiros, 19,4% por nacionais
e 14,5% por seguradoras ou bancos.
Quanto à realização de investimentos nos últimos
12 meses (inicial, manutenção, análises,
monitoramento e operação de equipamentos de
controle ambiental), a pesquisa mostrou que em
2007 mais empresas investiram em meio ambiente
– 84,1% delas, contra 73,2% em 2006. As previsões
feitas na pesquisa de 2006 foram superadas,
já que apenas 65% das empresas planejavam investir.
Até dezembro de 2008, 74,8% pretendem
fazê-lo. A diferença quanto às previsões fica mais
clara entre as empresas de pequeno porte. Na pesquisa
de 2006, 53,7% tinham pretensão de investir
no ano seguinte; nesta pesquisa, esse número
subiu para 67,4%.
Para comprar equipamentos ou implementar
ações ambientais, apenas 5,7% das empresas buscaram
financiamento. As pequenas empresas são as
que menos procuram financiamento (89,9%
sequer tentaram). Apenas 9,7% e 6,2% das grandes
e médias, respectivamente, obtiveram êxito.
Investimentos /
Economia
EMPRESAS QUE INVESTIRAM
EM MEIO AMBIENTE EM 2007
0 20 40 60 80 100
Grandes empresas
Médias empresas
Pequenas empresas
98,4%
92,9%
73,6%
EMPRESAS QUE PRETENDEM INVESTIR
EM MEIO AMBIENTE EM 2008
0 20 40 60 80 100
Grandes empresas
Médias empresas
Pequenas empresas
88,7%
78,8%
67,4%
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
8 SÚMULA AMBIENTAL FEVEREIRO DE 2008
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www.firjan.org.br
A pesquisa mostrou que, de maneira geral, houve
um ganho no índice de conhecimento das empresas
sobre os temas e instituições ambientais sugeridos
pelo entrevistador. O índice varia de 1 a 4 e a pontuação
foi atribuída da seguinte forma: “não sabe” (1),
“sabe muito pouco” (2), “tem uma idéia” (3) e “está
bem informado” (4). A Fundação Estadual de
Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) obtiveram os índices
mais altos: 59,8% e 51% das empresas, respectivamente,
afirmaram estar bem informadas sobre as atividades
dessas instituições. O tema Licenciamento
Ambiental também obteve boa pontuação (3,22).
Aqueles que envolvem recursos hídricos – Comitês
de Bacia, outorga e Agência Nacional de Águas
(ANA) – permanecem como os mais críticos. Ainda
assim, apresentaram um progresso com relação a
2006: naquele ano, 60,7% dos entrevistados afirmaram
nada saber sobre os Comitês, contra apenas
30,6% em 2007. Outro tema que precisa ser esclarecido
entre as empresas é o Mecanismo de
Desenvolvimento Limpo (MDL), sobre o qual apenas
17,8% das empresas declararam estar informadas.
PPesquisa
Conhecimento de temas ou instituições ambientais
ÍNDICE DE CONHECIMENTO DOS TEMAS – 2007X 2006
Licenciamento
Ambiental
Lei de Crimes
Ambientais
ANA MDL Feema Ibama Outorga p/ uso
da água
Comitê
de Bacia
Dicas
■ Através do Conselho Empresarial de Recursos Hídricos, o
Sistema FIRJAN discute a posição do setor empresarial quanto
aos temas relacionados à água e incentiva o envolvimento das
empresas nessas questões. É direito da empresa participar ou
acompanhar os fóruns de decisão, como os Comitês de Bacia.O
Estado do Rio está dividido em 10 regiões hidrográficas. Para
conhecer a região que corresponde à atividade de sua empresa,
acesse os sites da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas
(www.serla.gov.br) e da Agência Nacional de Águas (ANA)
(www.ana.gov.br). Outras informações com a Assessoria
Institucional da FIRJAN:meioambiente@firjan.org.br.
■ O MDL foi o instrumento definido no Tratado de Quioto
que permite a países como o Brasil a participação no mercado
de créditos de carbono. Ele tem dois objetivos principais:
auxiliar os países do Anexo I (que, pelo Tratado, têm metas
obrigatórias de redução de emissões) a cumprirem seus compromissos
quantificados de redução; e promover um desenvolvimento
mais sustentável nos países não-Anexo I. O
Escritório do Carbono, iniciativa da FIRJAN e da Secretaria de
Estado do Ambiente (SEA), esclarece dúvidas e apóia o
empresário que deseja ingressar no mercado de carbono.
Acesse em www.firjan.org.br ou carbono@firjan.org.br.
PESQUISA GESTÃO AMBIENTAL 2007
4
3
2
1
0
2006 2007
● ●
●
●
●
● ●
●
●
● ●
●
●
●
●
●
3,22
2,99 2,91
2,46
2,03
3,44 3,31
2,35 1,80
3,05
2,65
2,46
3,48 3,37
2,72
2,23
● ●
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