Cidadania na Mídia
O Globo - RJ O Globo - RJ
01/09/2008 - 09:14
Braço que não é prótese
Para diretor do Instituto Camargo Corrêa, o braço social tem que fazer parte do corpo da empresa
Amelia Gonzalez
Há um ano à frente do Instituto Camargo Corrêa, Francisco Azevedo está mudando o rumo da estratégia do ICC. Quer que a entidade, que recebe do grupo cerca de R$ 14 milhões por ano, se aproxime mais das comunidades, mantendo o foco nos cuidados com crianças e jovens até 24 anos. E quer também que os CEOs das empresas que fazem parte do grupo não vejam o instituto como uma forma de filantropia. Com um currículo extenso no setor de sustentabilidade — acompanhou a criação do Instituto Ethos e do Gife —, o executivo se lembra sempre de uma conversa com Antônio Gomes da Costa quando alguém se refere ao ICC como braço social do Grupo Camargo Corrêa: “ Ele dizia: é preciso tomar cuidado para que este braço não vire uma prótese, porque prótese se leva um tiro não sai sangue, ou seja, não faz parte do corpo".
O GLOBO: O fato de as empresas criarem seu próprio instituto para ser um braço social é visto como uma faca de dois gumes, já que pode esvaziar o papel das ONGs. O que o senhor acha?
Francisco Azevedo : Em parte, trata-se de uma visão das ONGs que tinham nas empresas uma das formas de financiamento de seus projetos e se sentem ameaçadas. Eu não vejo nenhuma ameaça, pelo contrário. O instituto é a porta de entrada para que a ONG converse com aquela corporação. Além disso, a fundação ou instituto também faz parte do terceiro setor: tem os pés na empresa e na sociedade civil.
Como funciona a captação de recursos?
Francisco Azevedo : São poucas as fundações que trabalham operando o projeto. Umas têm o foco, fazem o edital, recebem o projeto e o financiam. Há um grupo menor, que opera diretamente seus próprios projetos. O que existe mais hoje é o meio do caminho: usa-se a capacidade de articulação da empresa a serviço da causa e, para isso, é preciso trabalhar com o terceiro setor. O ICC definiu três programas, cada um com um foco, e trabalhamos muito com a causa. Os problemas sociais são tantos que a gente quer resolver tudo e não resolve nada.
Quanto a Camargo Corrêa investe no instituto?
Francisco Azevedo : R$ 14 milhões por ano, mas varia. Ano que vem devem ser R$ 16 milhões.
Quanto isso representa do faturamento da empresa?
Francisco Azevedo : Esta resposta eu vou ficar devendo.
Fala-se que a criação do instituto serve também para tirar o foco da empresa. No caso da Camargo Corrêa, que hoje enfrenta críticas por conta das obras em Juruti e no Madeira, isso serviria...
Francisco Azevedo : Eu não vou dizer que não existem empresas que pensam dessa forma, pode até existir. Mas não é o nosso caso. Até porque o instituto procura orientar o investimento social das 15 empresas do grupo. Do mesmo jeito que tem essa, tem a Alpargatas, a Cauê. Se fosse assim, cada empresa do grupo teria que ter seu próprio instituto...
De qualquer maneira, acho importante é que o instituto utilize sua experiência e competência para ajudar a minimizar os impactos com a comunidade, com o meio ambiente. Ele pode minimizar as externalidades negativas do negócio e fortalecer as positivas.
O Instituto Camargo Corrêa tem profissionais capacitados para isso?
Francisco Azevedo : Temos dez profissionais alocados por programa.
Mas é importante ver o seguinte: quando chamam os institutos de braços sociais, lembro-me sempre do professor Antonio Carlos Gomes da Costa. Ele dizia: "Tem que tomar cuidado para que esse braço não seja prótese porque prótese se leva um tiro não sai sangue, ou seja, não faz parte do corpo". Há um ano, quando assumi o instituto, fiz uma reviravolta na estratégia. Antes, as empresas transferiam recursos e o instituto fazia os projetos. Do pontode vista dos executivos ficava uma percepção no campo da filantropia.
Invertemos isso: agora o instituto é que está a serviço das empresas. E a responsabilidade de ter um bom relacionamento com a comunidade é da empresa, não do instituto.
A Camargo Corrêa é empreiteira e lida com operários às vezes em locais distantes, com pouca infraestrutura. Vocês têm alguma diretriz para lidar com isso?
Francisco Azevedo : É claro que é melhor usar a mão-de-obra local, sob qualquer ponto de vista. A dificuldade é que não se tem pessoas preparadas. Nesse modelo que começamos há um ano queremos chegar antes de a obra começar. Para conhecer a realidade, minimizar os impactos, preparar as pessoas.
Estou achando interessante o senhor pôr como meta para o futuro. Assume que houve problemas?
Francisco Azevedo : Existe uma diretoria de sustentabilidade na empresa que já pôs pessoas em Jirau capacitando operários.
Por que a mudança de estratégia do ICC?
Francisco Azevedo : O instituto fazia um trabalho desconectado.
Agora estamos querendo redesenhá-lo para que ele fique mais junto do grupo e possa ter um foco maior na comunidade. Mas, de qualquer forma, não se pode confundir: o investimento social privado nunca vai fazer o papel do Estado.
Às vezes dá a impressão de que as empresas relegam a um setor menor essa questão e deixam os negócios longe dele.
Francisco Azevedo : Pode ser que elas ajam assim por imaginar que, se tiver um setor mais especializado, fica mais fácil cuidar do assunto. Eu acho que tem que ser as duas coisas. Quem toca o negócio tem que entender a situação. E, na Camargo Corrêa, todo o esforço que se faz é para que isso aconteça, não só nas construtoras mas em todo o grupo.
O senhor fala o tempo todo em investimento social privado. Por quê?
Francisco Azevedo : Estou falando como diretor do instituto e o que ele faz é investimento social privado, com foco de 0 a 24 anos.
Por que o senhor acha que as empresas hoje querem ser socialmente responsáveis?
Francisco Azevedo : Questões éticas hoje são importantes, passam pelo comportamento da empresa com a comunidade e o meio ambiente. Estes passam a ser os critérios para investidores. Se você tem uma empresa que é só sua, você faz o que quiser com o seu dinheiro.
Mas com o capital aberto é preciso dar retorno aos acionistas. Se disser a eles que está usando parte do dinheiro não para fazer filantropia mas de olho nos negócios, já que a empresa terá uma imagem sustentável, é outra coisa.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Agradeço o convite
Agradeço o convite mais faço parte do grupo, trabalho de base (diretamente com o problema) sem ajuda de custo e pobre, estou sem possibilidade de participar de eventos distante de minha residencia, a qual demande custos, como tenho acesso as informações, tenho o previlégio de estar sempre informada, assim desenvolver um bom trabalho, e, como educadora social de porta de favela atuante , não pertence a nossa condição monetaria o acesso a cursos com estes valores tão alto, já que temos um tipo de trabalho que como poucas atividades, temos que ter muitas informações e ao mesmo tempo não da para se desfazer do cliente/atendido, o que torna o nosso trabalho diario um aprendizado que cursos caros dificilmente pode oferecer, desculpe a sinseridade, uma boa tarde.
--- Em ter, 9/9/08, Comunique-se escreveu:
De: Comunique-se
Assunto: Edna Lúcia Constantino da Conceiçao, assista ao C-se Cases com condições especiais
Para: "Edna Lúcia Constantino da Conceiçao"
Data: Terça-feira, 9 de Setembro de 2008, 13:42
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Olá, Edna Lúcia Constantino da Conceiçao.
A edição 2008 do Comunique-se Cases de Comunicação Corporativa, que acontece dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo, oferece condições especiais para a inscrição somente até o dia 19/09 (veja tabela abaixo).
Serão dois dias de apresentações de profissionais de comunicação corporativa. Os seguintes cases serão apresentados:
* Google: Pedofilia no Orkut
* Invasão de integrantes do MST à Vale
* Recall de brinquedos da Gulliver
* COB: o Brasil na Olimpíadas de Pequim
* Crash test ao vivo de veículo da Audi
* Fusão entre Sky e Directv
* Busca por selo de qualidade no Hospital São Camilo
* Campanha de Despoluição do Rio Tietê nos anos 90
* Expoflora: de feira local para evento internacional
As atividades vão de 9h a 17h.
Valor da inscrição: R$ 390,00 (até 19/09), podendo ser parcelada.
Desconto de 12% para alunos de cursos anteriores do Comunique-se.
Para se inscrever ou obter
mais informações, clique aqui
Atenciosamente,
Escola de Comunicação
Comunique-se - São Paulo - SP
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Mais informações: (11) 3897-0860 - cursos@comunique-se.com.br
Escola de Comunicação - Comunique-se - 2008 - Todos os Direitos Reservados.
--- Em ter, 9/9/08, Comunique-se
De: Comunique-se
Assunto: Edna Lúcia Constantino da Conceiçao, assista ao C-se Cases com condições especiais
Para: "Edna Lúcia Constantino da Conceiçao"
Data: Terça-feira, 9 de Setembro de 2008, 13:42
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Olá, Edna Lúcia Constantino da Conceiçao.
A edição 2008 do Comunique-se Cases de Comunicação Corporativa, que acontece dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo, oferece condições especiais para a inscrição somente até o dia 19/09 (veja tabela abaixo).
Serão dois dias de apresentações de profissionais de comunicação corporativa. Os seguintes cases serão apresentados:
* Google: Pedofilia no Orkut
* Invasão de integrantes do MST à Vale
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As atividades vão de 9h a 17h.
Valor da inscrição: R$ 390,00 (até 19/09), podendo ser parcelada.
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